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26/10/2020

A touch of prevention - Pink October

Somente no ano de 2020, 66 mil mulheres terão o diagnóstico de câncer de mama. Durante o Outubro Rosa, o combate contra essa doença e o incentivo aos exames de identificação do câncer, ficam mais fortes. Na campanha do Outubro Rosa De Sírius deste ano, fizemos um blog completo com tudo que você precisa saber sobre essa causa. Confira:

OUTUBRO ROSA:
O movimento do Outubro Rosa começou em 1990, em Nova Iorque, em um evento chamado “Corrida pela cura”, que arrecadava fundos para pesquisas da instituição Susan G. Komen Breast Cancer Foundation, a maior organização contra o câncer de mama dos Estados Unidos. A medida que o evento foi crescendo, o mês de Outubro se institui como o mês de conscientização nacional sobre o câncer de mama, espalhando-se pelo mundo nos anos seguintes.
No Brasil, as primeiras ações aconteceram em 2002, mas, somente a partir de 2008, entidades e organizações passaram a se mobilizar para fazer campanhas de prevenção e combate ao câncer de mama.
Hoje, o Outubro Rosa é o mês oficial para campanhas de conscientização, cujo objetivo é alertar mulheres e homens sobre a importância da prevenção e dos diagnóstico precoce do câncer de mama. 

O CÂNCER DE MAMA:
O câncer de mama é um tumor maligno que ataca o tecido mamário e é um dos tipos mais comuns, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Em média, 66 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama por ano. A doença também afeta os homens, apesar de ter uma incidência menor. 
O câncer de mama se desenvolve quando ocorre uma multiplicação anormal e desordenada das células da mama, devido a alterações genéticas nas moléculas do DNA. Essa alteração pode ser espontânea ou herdada (apenas em 10% dos casos) e acaba formando um tumor. 
    Diagnosticar o câncer precocemente pode salvar vidas: segundo o Instituto Oncoguia, 95% dos casos identificados em estágio inicial, têm grandes chances de cura. Por esse motivo, o autoexame e a mamografia são tão significativas, sendo a mamografia o principal método de rastreamento da doença. 
    Infelizmente, grande parte das mulheres não realizam o exame, o que acaba aumentando os índices de mortalidade do câncer de mama. Em 2018, de acordo com a SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), das 11,5 milhões de mamografias que deveriam ter sido realizadas, apenas 2,7 milhões foram feitas. Isso ocorre por diversos fatores: a dificuldade de acesso a consultas médicas, a falta de informação sobre a doença e sobre o diagnóstico, a falta de conhecimento sobre os fatores de risco, entre outros. 

PREVENÇÃO:
    Quando mais rápido for diagnosticado o e tratado, maiores são as chances de cura do câncer de mama. O câncer pode se manifestar antes que os sintomas apareçam, por isso, manter os exames em dia é fundamental. 
A detecção da doença pode ser feita em consultas ao ginecologista, através do exame clínico e por exames de imagem solicitados pelo médico. O autoexame também faz toda a diferença – é quando é possível identificar alguns sintomas mais aparentes. Fique de olho caso perceba: secreção saindo dos mamilos, irritação ou retração da pele, nódulos ou dores nos mamilos ou nas axilas, inchaço, feridas, vermelhidão ou descamação. É muito importante que você conheça seu corpo e saiba detectar alterações nas mamas. 
Lembre-se: o autoexame não substitui os exames de detecção precoce. O exame clínico (palpação) deve ser feito por um profissional capacitado, que, se for necessário, vai solicitar exames de imagem como a ultrassonografia. Esse exame, também conhecido como ecografia mamária, não substitui a mamografia. O aparelho de ultrassom trabalha com ondas de alta frequência, que mostram a estrutura interna dos órgãos. É indicada também para mulheres jovens com mamas densas, que não conseguem um resultado com precisão na mamografia. 
A mamografia é um exame de radiografia que localiza possíveis tumores de mama, antes que seja possível palpar os nódulos. Ele é de extrema importância na fase inicial de tratamento, após a constatação da existência da doença. Anualmente, deve ser realizada em todas as mulheres com idade entre 40 e 69 anos. 

FATORES DE RISCO:
    Os fatores de risco na área da saúde são fatos que podem aumentar a probabilidade de ocorrência de uma doença. Quando falamos sobre o câncer de mama, não existe uma combinação certa de fatores que desencadeiam a doença, mas, existem fatores de risco modificáveis e não modificáveis que afetam diretamente as chances de seu desenvolvimento. 
     Os fatores de risco não modificáveis são: 
•    Idade: a partir dos 35 anos, as mulheres apresentam um risco maior devido às alterações biológicos e ao envelhecimento. 
•    Menstruação precoce e menopausa tardia: o risco aumenta porque essas mulheres menstruam mais vezes do que o normal, ao longo da vida. A menstruação expõe a mulher a hormônios que estimulam a reprodução das células da glândula mamária. 
•    Primeira gravidez após os 30 anos ou sem filhos: ter gestações enquanto jovem pode reduzir o risco do câncer de mama. 
•    Histórico familiar: quando se tem histórico de câncer na família, principalmente, em parentes de primeiro grau, os exames devem ser feitos dez anos antes da idade que o parente tinha ao detectar a doença. 
Já os fatores modificáveis são:
•    Tabagismo: o cigarro contém diversas substâncias cancerígenas que são absorvidas pelo organismo e possuem efeito sistêmico (embora o efeito seja maior nas vias respiratórias e pulmões, o efeito nocivo do cigarro atinge todo o organismo).
•    Consumo de álcool: o consumo diário de bebida alcoólica pode aumentar de 7% a 10% o risco em comparação a mulheres que não bebem. Quando, diariamente, se consomem 2 ou 3 doses de álcool, o risco aumenta cerca de 20%. 
•    Sedentarismo: praticar atividades físicas regularmente pode reduzir o risco de câncer de mama, devido aos efeitos que os exercícios causam no peso, hormônios e equilíbrio energético. 
•    Obesidade: mulheres com sobrepeso tendem a apresentar níveis mais altos de insulina no sangue, fator que tem sido associado ao câncer de mama. Além disso, durante a menopausa, a maior parte do hormônio estrogênio vem do tecido adiposo – se vem em quantidades muito grandes, pode aumentar a chance de desenvolver o câncer de mama. 

Ainda existem os fatores de risco ambientais, como doses em excesso de estrogênio, exposição à radiação ionizante ou ultravioleta e contato com determinados produtos químicos e agentes infecciosos. 
Todas as pessoas podem acabar desenvolvendo câncer de mama. Mas, o que as campanhas do Outubro Rosa enfatizam, é a importância da prevenção. Apesar dos muitos fatores de risco, é possível diminuir a probabilidade de desenvolver o câncer: mantendo um estilo de vida saudável que alie alimentação balanceada e exercícios físicos, e adquirindo comportamentos preventivos, como a realização dos exames de rotina e vacinas. 
Apoie essa causa enviando esse Blog para o máximo de pessoas possíveis.

A informação pode salvar vidas! 
 

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